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"Tales for The Ones in Love"

An international blog about literature and ecocriticism. Here I include my own lyrics, by Rui M. and also the work of others, from 4 to 24 each month 2018: new contributions sent to ruiprcar@gmail.com Periodical Art contests and Critics. Thanks. Arigatou

"Tales for The Ones in Love"

An international blog about literature and ecocriticism. Here I include my own lyrics, by Rui M. and also the work of others, from 4 to 24 each month 2018: new contributions sent to ruiprcar@gmail.com Periodical Art contests and Critics. Thanks. Arigatou

27.11.14

O pão sem nexo

talesforlove

A solidão come-se em dedaços secos de pão.

Sim, se não houver ninguém que vá buscar o pão fresco do dia,

se não houver quem nos estenda a sua doce mão,

se não houver um outro peito, vivo, cheio do calor bruto de um vulcão.

 

A solidão ouve-se em instantes sem som.

Sim, se não houver quem nos acene dádivas em palavras,

se não houver quem reconheça no falar um dom,

se na página branca não houvessem palavras em criança aprendidas.

 

A solidão come-se, ouve-se mas, não se aceita.

Sim, mas compreende-se e habita em todos,

ainda que ninguém a queira acolher,

surge ofuscante como a estrela inesperada que risca o céu.

 

29.06.14

O retrato a letras da Feira do Livro de Lisboa 2014 - 1a parte

talesforlove

Utopia, na feira do livro, foi o cheiro fétido a sonhos impossíveis mas, também, as flores sozinhas, abandonadas no chão, no seu azul arroxeado, bêbado do cheiro a pólen, capazes de se prostrarem à minha beira, na sua inocência indecente...

 

Sonhos loucos de Verão, aprisionados num recipiente de papel, como batatas fritas com molhos, ali devoradas por mim, para no fim sobrar apenas uma recordação, um céu quente, com uma cor sem nome... sem palavras que a descreva. Um símbolo daquele caminho que as palavras não nos permitem seguir. Tão só um sonho, desprezado por muitos mas, não por mim, durante aquela visita apaixonada.

 

[continua]

15.02.14

Há Sempre Uma Hora Do Adeus

talesforlove

Do crepúsculo telúrico, do olhar lacrimejante,

Do Domingo último, do sol que se põe...

E do cedo feito tarde, da lareira outrora fumegante,

Da sede na boca, à qual a saliva se opõe...

 

Hora derradeira essa, triste, de promessas que se esvanecem,

Da Fénix para sempre morta, do universo no horizonte do mundo.

E na mão suave, resta a madeira muda do carpinteiro. Pessoas padecem...

Resta a liberdade vazia, por decreto, à deriva no oceano profundo...

 

 

10.03.13

em mim

talesforlove

Na noite fria, o gélido infinito firmamento

Disposto sobre mim, naquele longo Verão

Pleno d’aquela luz difusa que fazia o momento:

Aglomerado de estrelas libertas no coração.

 

Então, devagar, sai sub-repticiamente de casa a senti-las,

Embrenhando-me a gosto naquela salpicada escuridão

Imaginando plenamente o azul em fogo a consumi-las

E eu ser seu amante, com elas, em terna e eterna comunhão.

 

Até que vi um rasgo imenso de luz no céu,

Palmilhando-o poderoso, qual salpico Divino.

E desejei, à estrela cadente, algo de bom naquele breu,

 

Sentindo a sua poeira quente a apagar-se em mim:

Perfurar-me, pertencer-me e eu pertencer-lhe cosmicamente.

Num estelar e resignado desfecho de morte, sermos UM por fim…

 

Eu um cabelo d’ela e ela a Rainha da imensa Via Láctea:

Tão só, a linha extra de um poema livre!

30.08.12

Ao voltar

talesforlove

Ao voltar da página quero um golpe de asa por dia.

Um amor a cada esquina.

A espada numa mão e uma estrela na outra.

Querer ser nada e respirar o universo na profundeza da sua nano

poeira cósmica. Voar como quem nada, sonhar como quem delira.

 

Translation:

When I return

 

When I turn the page I want a great achievement per day.

A pure and simple love.

The sword in one hand and a star in the other.

Wanting to be nothing and to breathe the universe at the profundity of

the smallest cosmic dust. To fly as whom swim, to dream as whom is delirious.

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