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"Tales for The Ones in Love"

An international blog about literature and ecocriticism. Here I include my own lyrics, by Rui M. and also the work of others, from 4 to 24 each month 2018: new contributions sent to ruiprcar@gmail.com Periodical Art contests and Critics. Thanks. Arigatou

"Tales for The Ones in Love"

An international blog about literature and ecocriticism. Here I include my own lyrics, by Rui M. and also the work of others, from 4 to 24 each month 2018: new contributions sent to ruiprcar@gmail.com Periodical Art contests and Critics. Thanks. Arigatou

24.03.15

Aplicação/Aplicativo de teste - Test app

talesforlove

This is not the app of our literary contest but it allow you to test if you can install it at a Windows 8, the technology is the same.

Esta não é ainda a nossa aplicação/aplicativo do concurso literário mas, permite verificar se pode instalar no Windows 8, pois a tecnologia é a mesma.

 

http://apps.microsoft.com/windows/app/digitalflowers1/6e938175-ff2c-472c-a122-21bb39a508cd

 

Thanks, obrigado

27.11.14

O pão sem nexo

talesforlove

A solidão come-se em dedaços secos de pão.

Sim, se não houver ninguém que vá buscar o pão fresco do dia,

se não houver quem nos estenda a sua doce mão,

se não houver um outro peito, vivo, cheio do calor bruto de um vulcão.

 

A solidão ouve-se em instantes sem som.

Sim, se não houver quem nos acene dádivas em palavras,

se não houver quem reconheça no falar um dom,

se na página branca não houvessem palavras em criança aprendidas.

 

A solidão come-se, ouve-se mas, não se aceita.

Sim, mas compreende-se e habita em todos,

ainda que ninguém a queira acolher,

surge ofuscante como a estrela inesperada que risca o céu.

 

15.02.14

Há Sempre Uma Hora Do Adeus

talesforlove

Do crepúsculo telúrico, do olhar lacrimejante,

Do Domingo último, do sol que se põe...

E do cedo feito tarde, da lareira outrora fumegante,

Da sede na boca, à qual a saliva se opõe...

 

Hora derradeira essa, triste, de promessas que se esvanecem,

Da Fénix para sempre morta, do universo no horizonte do mundo.

E na mão suave, resta a madeira muda do carpinteiro. Pessoas padecem...

Resta a liberdade vazia, por decreto, à deriva no oceano profundo...

 

 

10.03.13

em mim

talesforlove

Na noite fria, o gélido infinito firmamento

Disposto sobre mim, naquele longo Verão

Pleno d’aquela luz difusa que fazia o momento:

Aglomerado de estrelas libertas no coração.

 

Então, devagar, sai sub-repticiamente de casa a senti-las,

Embrenhando-me a gosto naquela salpicada escuridão

Imaginando plenamente o azul em fogo a consumi-las

E eu ser seu amante, com elas, em terna e eterna comunhão.

 

Até que vi um rasgo imenso de luz no céu,

Palmilhando-o poderoso, qual salpico Divino.

E desejei, à estrela cadente, algo de bom naquele breu,

 

Sentindo a sua poeira quente a apagar-se em mim:

Perfurar-me, pertencer-me e eu pertencer-lhe cosmicamente.

Num estelar e resignado desfecho de morte, sermos UM por fim…

 

Eu um cabelo d’ela e ela a Rainha da imensa Via Láctea:

Tão só, a linha extra de um poema livre!

09.02.13

Sobre Literatura e a Vida 3

talesforlove

Boa tarde amigos,

Um exemplo que me parece evidente do que falei no texto anterior é, parece-me, o caso dos filmes de terror. Na realidade, a realidade, em si mesma, pode conter muitos dos elementos de um filme de terror, por exemplo, a morte de familiares, as doenças, os assaltos violentos e mesmo, nos tempos que correm a falta de emprego e a emigração forçada. Essa saída da "zona de conforto" que algumas pessoas referem... as mesmas que não sabem realmente do que estão a falar.

Posto isto, parece-me pacífico admitir que alguém que gosta de filmes de terror tenha uma vida tranquíla como a superfície de um lago, em tarde de Verão... que inveja.

Até breve e tenham uma vida tranquíla, sem filmes de terror (nem literatura de terror)

07.10.12

A literatura e a vida - 1

talesforlove

Caros amigos, hoje decidi deixar aqui, pela primeira vez, a minha opinião sobre a literatura e a sua relação com a vida. Espero que seja o primeiro de muitos "posts" sobre este tema:

Na minha opinião, a literatura é uma espécie de açúcar para a vida, no sentido em que lhe acrescenta uma tentativa de auréola de magia que supostamente nos deve fazer sentir bem. Evidentemente, a literatura não é necessária à vida... para muitas pessoas esta é uma realidade pois não têm por hábito ler ou mesmo preocuparem-se com questões filosóficas, algo que me parece ser uma espécie de alavanca para algo mais, o qual pode ser o acto de ler. Mas mesmo essas pessoas não se livram daquilo a que podemos chamar de grande família da arte à qual a literatura pertence. Com efeito, podemos imaginar um mundo sem preocupações artísticas e podemos admitir que seria bem mais caótico, o quer que isso signifique. Quando olhamos para o universo sentimos a sua beleza, frequentemente sob a forma de padrões, mas ai não houve a mão humana. Quando há a mão humana, se essa mão se preocupar sobretudo com a utilidade, então eu não sei o que esperar... uma beleza sem padrões, uma cor sem razão de ser e sem capacidade de nos estimular?

Para terminar, por hoje, eu diria que a literatura, para uma parte significativa dos leitores deste blog é uma espécie de tentantiva inconsciente para alcançar a névoa azul que Leão Tolstoy identificou no contexto da adolescência. Sim, algumas coisas queremos, ainda que sem pensar nisso, que sejam eternas.

Continuo outro dia.

Um abraço a todos e voltem sempre.

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