This is an international blog about literature and lyrics. Here I include my own lyrics, by Rui M. but also the work of others, specially those authors at Rui M. Publishing. Periodical art contests and comments are a reality. Obrigado. Thanks. Arigatou

27
Nov 14

A solidão come-se em dedaços secos de pão.

Sim, se não houver ninguém que vá buscar o pão fresco do dia,

se não houver quem nos estenda a sua doce mão,

se não houver um outro peito, vivo, cheio do calor bruto de um vulcão.

 

A solidão ouve-se em instantes sem som.

Sim, se não houver quem nos acene dádivas em palavras,

se não houver quem reconheça no falar um dom,

se na página branca não houvessem palavras em criança aprendidas.

 

A solidão come-se, ouve-se mas, não se aceita.

Sim, mas compreende-se e habita em todos,

ainda que ninguém a queira acolher,

surge ofuscante como a estrela inesperada que risca o céu.

 

published by talesforlove às 23:41

10
Mar 13

Na noite fria, o gélido infinito firmamento

Disposto sobre mim, naquele longo Verão

Pleno d’aquela luz difusa que fazia o momento:

Aglomerado de estrelas libertas no coração.

 

Então, devagar, sai sub-repticiamente de casa a senti-las,

Embrenhando-me a gosto naquela salpicada escuridão

Imaginando plenamente o azul em fogo a consumi-las

E eu ser seu amante, com elas, em terna e eterna comunhão.

 

Até que vi um rasgo imenso de luz no céu,

Palmilhando-o poderoso, qual salpico Divino.

E desejei, à estrela cadente, algo de bom naquele breu,

 

Sentindo a sua poeira quente a apagar-se em mim:

Perfurar-me, pertencer-me e eu pertencer-lhe cosmicamente.

Num estelar e resignado desfecho de morte, sermos UM por fim…

 

Eu um cabelo d’ela e ela a Rainha da imensa Via Láctea:

Tão só, a linha extra de um poema livre!

published by talesforlove às 21:35

11
Ago 12

Dear friends, I'm on holidays but I'm writing a new poem... I belive next week the new poem is posted here, together with a few new photos.

Please be patient.

Regards

Caros amigos, embora eu esteja de férias encontro-me neste momento a escrever um novo poema o qual, juntamente com algumas novas fotografias, espero colocar neste espaço durante a próxima semana.

Por favor aguardem.

Obrigado

published by talesforlove às 00:43

31
Jul 12

O dia era claro, feito de luz vivida.

 A tua face brilhava envolta no véu transparente.

 Tudo luz, tudo seduz: sentia-se vida.

 Este poema é para ti: Deusa inexistente.

 

Mas, se existisses, este poema também seria nada.

 Apenas cinza, como a que crias na noite

 tomada pelo mais cáustico bréu.

 Assombrosa escuridão sem vento nem luar.

 

Mas que mais se poderia esperar do trabalho feito por um tolo

 quando comparado com a força hercúlea da tua beleza celeste?

 

Em tumulto percebo, arrastado, que o teu corpo invisível não o vejo.

 Vislumbro só o Divino passo marcado no chão.

 Um desenho de contornos feitos de lume, subtil clarão,

 subtilmente seguido por outro e eu ao vê-los arquejo.

 

Submisso a ti. Em súplica. A contemplar o teu fogo. Nós a sós.

 As labaredas minúsculas ondulantes: a única referência de luz.

 Se tudo é um sonho, ainda assim, eu só quero

 o precipício fugaz desta tua existência de Vénus.

 

Luz e sedução, escuridão e calor, assim,

 é o fogo telúrico do teu amor.

 

Nota do autor:

O adjectivo "hercúlea" deriva de Hercules, o Deus da antiguidade.

 

 

 

 

 

 

 

published by talesforlove às 23:30

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