An international blog about literature and ecocriticism. Here I include my own lyrics, by Rui M. and also the work of others, from 10 to 14 each month 2017: new contributions sent to ruiprcar@gmail.com Periodical Art contests and Critics. Thanks. Arigatou

10
Mar 13

Na noite fria, o gélido infinito firmamento

Disposto sobre mim, naquele longo Verão

Pleno d’aquela luz difusa que fazia o momento:

Aglomerado de estrelas libertas no coração.

 

Então, devagar, sai sub-repticiamente de casa a senti-las,

Embrenhando-me a gosto naquela salpicada escuridão

Imaginando plenamente o azul em fogo a consumi-las

E eu ser seu amante, com elas, em terna e eterna comunhão.

 

Até que vi um rasgo imenso de luz no céu,

Palmilhando-o poderoso, qual salpico Divino.

E desejei, à estrela cadente, algo de bom naquele breu,

 

Sentindo a sua poeira quente a apagar-se em mim:

Perfurar-me, pertencer-me e eu pertencer-lhe cosmicamente.

Num estelar e resignado desfecho de morte, sermos UM por fim…

 

Eu um cabelo d’ela e ela a Rainha da imensa Via Láctea:

Tão só, a linha extra de um poema livre!

published by talesforlove às 21:35

22
Mar 11

O som do vento é mais forte.

O coração tem menos espaço para bater.

Olhos acanhados fitam-nos aquosos,

Com medo de encarar o fim.

 

A revolta alteia as ondas do mar.

O frio da montanha tolhe os ossos e gela as lágrimas.

As carícias são âncoras que nos afligem, mas

Na hora do adeus os sonhos esvanecem-se.

 

Só que nessa hora...

Até o cheiro da erva molhada tem um significado. 

published by talesforlove às 05:54