This is an international blog about literature and lyrics. Here I include my own lyrics, by Rui M. but also the work of others, specially those authors at Rui M. Publishing. Periodical art contests and comments are a reality. Obrigado. Thanks. Arigatou

06
Abr 14

O sabor oculto do amor

 

Vinham em ondas... em ondas de minúsculas gotas frias e translúcidas, como açúcar em ponto de rebuçado, as quais definhavam ao cair, levadas em grupo pelo vento suave que no seu todo lhes dava, de mão beijada, a forma de um coração, o qual, vindo do céu, caia ali em frente da minha janela, cujos vidros me protegiam da intempérie e do cinzento daquele dia. Aquela água, ao cair no chão, fazia libertar o odor a terra molhada e se eu o trouxesse ao meu paladar, juro, pelo quase amor que me animava naquele instante, que sentiria o intenso sabor do chocolate...

 

[continua] 

 

Conto premiado a 31 de Março pela editora Alfarroba:

http://alfarroba-blogue.blogspot.pt/

 

 

published by talesforlove às 18:21

21
Dez 13

Your vampire and our blood that feeds me

 

I know you are a good girl

And I am your volatile vampire...

That lives in a strange swirl,

Of feelings forming a last empire.

 

But my heart is frozen and alone,

Just a cold piece of metal...

That is hard-hearted stone,

A strange flower without a petal...

 

I ask myself if I am still alive,

Cause my vessels are deep blue...

And my muscles for movement they strive,

For you and your eyes that are true...

 

I am just tired to sing alone everywere,

Under the light of the moon,

Spreading my wings to nowere,

Without running away from the doom...

 

 

NOTE: poem inspired in "O teu vampiro e o nosso sangue que me alimenta" (in Portuguese)

 

 

O teu vampiro e o nosso sangue que me alimenta

 

Eu sou o teu voluptuoso Vampiro

E bebo o teu amor vermelho para viver.

Mas, de ti, apenas arranco um suspiro,

Como o "sim" que tens medo de dizer.

 

E vivo apenas de noite, sozinho,

À luz de uma triste e singela vela...

Sempre sedento do teu carinho,

Fugindo da luz diurna que revela...

 

Só que este Natal quero ir-me,

Em pedaços felizes e livres pelo mundo...

Por capilaridade microscópica ferir-me,

No longe deste planeta imundo...

 

E assim ser o teu horizonte de calor,

Feito do avermelhado do teu sangue.

Converter-me no nosso enlevado ardor,

No toque da tua mão que me afague...

published by talesforlove às 00:27

07
Jul 13

Essa água em que viajaste

é a mesma que hoje nos banha.

Esses monstros marinhos que enganaste,

semelhantes à baleia que nos acompanha.

 

Eu sinto a tua tristeza viajante.

Mas, sou apenas um lobo aquém,

com grande pena minha e vigilante,

são estranhas as tuas terras floridas além.

 

Aquém fica a prece de quem

um amor já não tem:

As tuas lágrimas quentes

têm o sal das almas crentes!

 

Morrer de amor, já não é,

para ninguém, o destino.

Mas, morrer esquecido

é talvez o fim mais temido...

 

FIM

 

Nota: Gonçalves Dias, poeta Brasileiro do século XIX, filho de pai Português,

morreu numa viagem de regresso de Lisboa para o Brasil, quando o seu

navio naufragou e o esqueçeram de resgatar... foi a única vitima desse

naufrágio. Existe muito mais a saber sobre este autor, vale a pena procurar

na internet.

published by talesforlove às 00:41

10
Mar 13

Na noite fria, o gélido infinito firmamento

Disposto sobre mim, naquele longo Verão

Pleno d’aquela luz difusa que fazia o momento:

Aglomerado de estrelas libertas no coração.

 

Então, devagar, sai sub-repticiamente de casa a senti-las,

Embrenhando-me a gosto naquela salpicada escuridão

Imaginando plenamente o azul em fogo a consumi-las

E eu ser seu amante, com elas, em terna e eterna comunhão.

 

Até que vi um rasgo imenso de luz no céu,

Palmilhando-o poderoso, qual salpico Divino.

E desejei, à estrela cadente, algo de bom naquele breu,

 

Sentindo a sua poeira quente a apagar-se em mim:

Perfurar-me, pertencer-me e eu pertencer-lhe cosmicamente.

Num estelar e resignado desfecho de morte, sermos UM por fim…

 

Eu um cabelo d’ela e ela a Rainha da imensa Via Láctea:

Tão só, a linha extra de um poema livre!

published by talesforlove às 21:35

30
Ago 12

Ao voltar da página quero um golpe de asa por dia.

Um amor a cada esquina.

A espada numa mão e uma estrela na outra.

Querer ser nada e respirar o universo na profundeza da sua nano

poeira cósmica. Voar como quem nada, sonhar como quem delira.

 

Translation:

When I return

 

When I turn the page I want a great achievement per day.

A pure and simple love.

The sword in one hand and a star in the other.

Wanting to be nothing and to breathe the universe at the profundity of

the smallest cosmic dust. To fly as whom swim, to dream as whom is delirious.

published by talesforlove às 10:00

02
Jul 12

Rogo-te:

Que me tomes e sejas pura
Como o teu sentir irreal
De olhar e sorrizos de ternura
Beatífica e Primaveril, não banal

Ai o teu sorrizo intemporal! Fora de tempo!
Que me deixa perdido no labirinto ensanguentado
do meu coração como se eu vivesse acorrentado!

Sim! Deixa-me ser a tua luz polarizada!
O teu teste óptico chamado de polarimetria!
Ser a tua molécula enantiomérica geminada!
Usando apenas a luz brilhante da alegria!

Ah! Amor meu, amor meu!
Haverá alguém capaz de me resgatar deste inferno
que não tenha um sorrizo imaculado como o teu?

Rogo-te: livra-me deste Fado...

 

Notas do autor:
A polarimetria é uma técnica não destrutiva de medição das propriedades ópticas das moléculas que se baseia na polarização da luz. Os enantiómeros são moléculas com a capacidade de rodar o plano da luz polarizada.

published by talesforlove às 10:24

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