An international blog about literature and ecocriticism. Here I include my own lyrics, by Rui M. and also the work of others, from 10 to 14 each month 2017: new contributions sent to ruiprcar@gmail.com Periodical Art contests and Critics. Thanks. Arigatou

26
Nov 10

 

About the 100 years of the University of Lisbon.

Sobre os 100 anos da Universidade de Lisboa.

 

 

 

In this photo (2010) we can see some Christmas lighting that are just pieces of paper and

a painting about the NATO summit (contesting it). The author of this blog is in favour of piece but also

in favour of the military defence because, sometimes we have problems... even if we don't want to have them.

 

 

See you soon! Enjoy Christmas!

 

published by talesforlove às 15:41

20
Nov 10

Talvez uma noite eu olhe o infinito do universo solitário

E sinta na pele o frio morno do calor das estrelas dispersas na imensidão.

Então ficarei reconfortado por saber que tu estás algures entre elas

Assim, não estarei só, apenas sentado numa rocha disforme e cinzenta

Tendo também por companhia a areia negra em meu redor

E a sua côr triste, que nessa noite sem luar e sem núvens, não destoará

Do meu manto, a espalhar-se sobre ela,

Como que partilhando um único sentimento de dor [e amor]

 

 

Aturdido e dominado por aquela luz difusa e esquiva

Que afinal é tão igual ao teu amor por mim:

Me abraça a medo e me mantém na esperança

Que me leva a ficar para sempre naquele local misterioso no tempo.

E assim será, ainda que [e sobretudo quando] o vento cósmico

Me trespasse com milhões de pequenos grãos de poeira abrasiva

Que me espiam por dentro, sem piedade,

E procuram, à traição, um buraco negro para me subjugar [e matar].

 

 

Mas não desistirei... E continuarei por ali, só por ti...

Como um fiel cavaleiro medieval em busca da sua dama.

 

* Sobretudo para os leitores de Portugal.

There will be a translation for English speakers.

published by talesforlove às 23:03

11
Nov 10

Parte I*

 

És estátua branca de mármore, sózinha no deserto

De luminosidade bela e avassaladora, quente e agridôce

E és flor pintada de lilás e azul cerúleo

Que me consome entre a multidão

 

 

Sinto que és acaso feliz da vida

Meu ocaso e heroína da minha paz

Encontrada na encosta da montanha que contorno

E que serve de ponto de vigia altaneiro para o teu coração desejado

 

 

Fonte pura de ternura secreta

e de medo inquieto e frio...

Véspera de exame quase solitária

e pesadelo feito de solidão quase tolerada...

 

* Em português sobretudo para os leitores de Portugal

 

published by talesforlove às 23:28