An international blog about literature and ecocriticism. Here I include my own lyrics, by Rui M. and also the work of others, from 10 to 14 each month 2017: new contributions sent to ruiprcar@gmail.com Periodical Art contests and Critics. Thanks. Arigatou

20
Nov 10

Talvez uma noite eu olhe o infinito do universo solitário

E sinta na pele o frio morno do calor das estrelas dispersas na imensidão.

Então ficarei reconfortado por saber que tu estás algures entre elas

Assim, não estarei só, apenas sentado numa rocha disforme e cinzenta

Tendo também por companhia a areia negra em meu redor

E a sua côr triste, que nessa noite sem luar e sem núvens, não destoará

Do meu manto, a espalhar-se sobre ela,

Como que partilhando um único sentimento de dor [e amor]

 

 

Aturdido e dominado por aquela luz difusa e esquiva

Que afinal é tão igual ao teu amor por mim:

Me abraça a medo e me mantém na esperança

Que me leva a ficar para sempre naquele local misterioso no tempo.

E assim será, ainda que [e sobretudo quando] o vento cósmico

Me trespasse com milhões de pequenos grãos de poeira abrasiva

Que me espiam por dentro, sem piedade,

E procuram, à traição, um buraco negro para me subjugar [e matar].

 

 

Mas não desistirei... E continuarei por ali, só por ti...

Como um fiel cavaleiro medieval em busca da sua dama.

 

* Sobretudo para os leitores de Portugal.

There will be a translation for English speakers.

published by talesforlove às 23:03